O rio Tejo, esconde tesouros, inimagináveis, descobri-os ao visitar a aldeia de Escaroupim, uma pequena aldeia piscatória que serviu de inspiração a Alves Redol no romance “Os Avieiros”.

O cruzeiro ao pôr do sol, é o cenário ideal para famílias e casais apaixonados vivenciarem um memorável passeio que se perpetuará nas suas memórias.

Chegar à aldeia de Escaroupim é uma verdadeira aventura, pois o asfalto é uma miragem, mas uma aventura que esconde um tesouro, guardado a 7 kms de Salvaterra de Magos.

Ao chegar a aldeia avistei as casas típicas de uma aldeia, ao aproximar-me do Rio Tejo, atraiu-me o colorido das casas avieiras, típicas casas de madeira, assentes em estacas, que guardam estórias de pescadores que vinham de Vieira de Leiria, para as campanhas de pesca de inverno, regressando no verão à sua terra natal, para pescar no mar. Alguns destes pescadores foram ficando pelas margens do Tejo, formando pequenas povoações piscatórias ao longo do rio. Escaroupim é uma dessas pequenas povoações.

Pasmem-se com a minha sorte de viajante, fui visitar o Sr. José que delicadamente restaurava um barco avieiro, todo ele cuidadosamente pintado, pelas mão habilidosas de alguém que vê no rio o seu sustento. Ele e outro amigo contaram-me as aventuras que viveram no rio e a felicidade que era sair de casa bem cedo, ainda criança e passar o dia todo a pescar. Escutei-os com um sorriso no rosto, reflexo daquelas memórias partilhadas com muito amor e um certo saudosismo.

Visitei o Museu “Casa Típica Avieira”, onde são reproduzidos os usos e costumes das famílias avieiras. Ali, imaginei como teriam sido felizes e infelizes, aquelas famílias, como a vida era dura naquele tempo, onde o 4G não existia, os agasalhos eram improvisados, os sapatos escassos e a alimentação provinha do rio e provavelmente de alguma horta. Senti-me grata por viver numa época onde tudo aquilo apenas paira na nossa imaginação, como algo muito longínquo.

O melhor estava para vir, um passeio de barco catamarã, com 8 pessoas a bordo, incluindo a Maria, uma cliente Amor Tejo que veio de Lisboa, propositadamente para navegar e fotografar as lindas paisagens ao pôr do sol. A beleza da vegetação dentro de água é simplesmente apaixonante, o som da água, do vento, o colorido de algumas flores e as estórias partilhadas pelo guia, fazem desta viagem algo inesquecível.

Provamos um vinho branco e tinto do Tejo, vimos garças, cegonhas, corvos, galinholas, patos bravos, águias, e o cavalo lusitano em total liberdade. Senti-me em total liberdade e harmonia comigo, com a natureza e com as estórias partilhadas…Admirei os salgueiros, os choupos e os arbustos que ao longo das margens do rio Tejo, nos dão um colorido ímpar.

Ao regressar apaixonei-me perdidamente pelo pôr do sol, e pela ilha dos pássaros, são centenas de garça-boieiras que regressam de vários pontos do rio para pernoitarem na ilha, o seu canto é magnífico como se de um coro de vozes afinadas se tratasse e a melodia entoa no nosso coração e na nossa mente como que a pedir-nos para regressarmos brevemente.

Helena Caetano
Gerente Amor Tejo

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